Ressumo: KARL BARTH

KARL BARTH (1886-1969)

Karl Barth foi um dos maiores pensadores protestantes do século XX. Karl Barth nasceu em Basel, Suíça, no dia 10 de maio de 1886. Barth foi um teólogo de confissão calvinista. Filho de pais religiosos, foi educado em meio a pastores conservadores. Suas influências acadêmicas foram Kant, Hegel, Kierkegaard e teólogos como Calvino, Baur, Harnack e Hermann. Até 1911, ainda jovem, esteve Karl Barth vinculado ao protestantismo liberal antidogmático e modernista de Adolf von Harnack (1851-1930), invertendo a seguir sua posição. Em 1911 começou a pastorear uma pequena igreja do interior da Suíça e aí ficou até 1925. Durante esses anos conheceu Eduard Thuneysen, amigo que acompanhou e contribuiu em suas reflexões teológicas. Nessa época seu grande desafio era o que pregar a cada domingo. Em 1914, ele e Thuneysen resolveram buscar uma resposta ao desafio da pregação. Durante quatro anos, Thuneysen estudou Schleiermacher e Barth estudou Paulo. Como fruto desses estudos, em 1919, Barth publicou seu Comentário à Epístola aos Romanos.

Estudou em Berna, Berlim, Tuebingen, Marburgo. Algum tempo pastor em Genebra e em Safenwil. A partir de 1921 passou a ensinar teologia na universidade alemã de Goettingen; em 1925, na de Muenster; em 1930, na de Bonn. Em 1935, por sua atitude anti-nazista, foi obrigado por Hitler a refugiar-se em Basiléia, de cuja universidade foi professor, onde lecionou até 1961. Na Alemanha, deu ainda, na qualidade de professor estrangeiro, lições em Bonn, em 1946 e 1947.

 

Karl Barth faz parte da chamada “teologia dialética” ou “da crise”, junto a J. Moltmann, E. Brunner, R. Bultmann, F. Gogarten e outros. Barth deu nome a um movimento: o barthismo, que propõe uma total e coerente adesão à Palavra de Deus, equivalente ao objetivismo da revelação bíblica e ao fato histórico da encarnação, contra o imanentismo da cultura moderna geral e em particular do “protestantismo liberal”. Procurou renovar a teologia desvinculando-a da tradição fideísta de Schleiermacher (1768-1834), para recolocá-la na reforma do século 16. A teologia de Barth é uma reação frente a Schleiermacher e, em geral, contra a cultura do Romantismo e do Iluminismo.Barth rejeitou a analogia entre Deus e a criatura, para destacar a transcendência divina, advertindo que somente é válida a via negativa de acesso a Deus, de acordo com a expressão de Kierkegaard sobre a infinita diferença qualitativa entre o tempo e a eternidade.

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Por que o mal existe se Deus é bom?

 Se Deus criou todas as coisas, e se o mal existe, não é correto afirmar eu Ele também criou o mal? Se Deus é amor e infinito em misericórdia, como poderia tê-lo criado? Se isso é assim, não seria o próprio Deus a fonte dos nossos males? O culpado da nossa desgraça?

A existência do mal de fato suscita um dos maiores questionamentos contra a fé cristã, seja por parte dos opositores intelectuais, dos adeptos de religiões não-cristãs ou dos escarnecedores. O nosso objetivo, nesta matéria, que visa aprofundar o debate sobre o tema, é apresentar argumentos teológicos e apologéticos suficientemente fortes e razoáveis, baseados na Palavra de Deus. Não temos conhecimento pleno sobre muitas questões, mas Deus também não nos deixou totalmente no escuro quanto às grandes perguntas que permeiam a nossa vida. Sua Palavra, como sempre, é a luz para o nosso caminho e, como afirmou o sábio Salomão, grande pensador, sobre a vida humana: “... A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18).

Um grande desafio

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O Problema com os Filmes Cristãos

Esse ano tem sido o ano dos filmes cristãos. Temos visto uma explosão de filmes baseados em historias bíblicas ou filmes produzidos por cristãos, cada um aparentando ser mais bem sucedido financeiramente do que o outro. Nas palavras de Scott Mendelson, analista de bilheteria da Forbes.com, “acho que podemos seguramente dizer que 2014 é o ano em que filmes de temáticas cristãs oficialmente superaram filmes de super heróis. Não sei se isso é algo bom ou ruim, só sei que é definitivamente algo”.

Então, esse é um momento muito propício para avaliar: no estado atual, essa explosão de filmes cristãos é uma coisa boa?

Minha resposta é simples: não. Eu sei que pode parecer mesquinho ficar reclamando de filmes cristãos, mas eles se tornaram uma representação indigna do cristianismo. Toda conversa que tenho com amigos não-cristãos requer que eu lide com percepções de mim enquanto cristão, o que muitas vezes significa lidar com o Partido Republicano, com tele-evangelistas e com as produções cristãs. Indo além dessa questão de representação, os problemas com os filmes cristãos precisam ser expostos porque eles não são apenas questões de técnica ou de preferências estilísticas. Eles são um problema de integridade.

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