Almas gêmeas e o Mito do Andrógino

Não tem mesmo jeito. No fundo, no fundo, todos nós nutrimos a fantasia de que em algum lugar deste pequeno planeta alguém está esperando, olhando para o mesmo céu e, sem nem saber que a gente existe, pensando em nós...

A cara metade. A alma gêmea. O pedaço de mim. Quem é este Outro que deveria nos completar? E por que, apesar dos nossos esforços, ele parece sempre resistir. Sempre um pouco adiante, mais longe e mais longe... sempre tão Outro, tão distante de mim.

A vida é a arte do encontro, dizia o poeta, antes de concluir, embora haja tanto desencontro pela vida.

O que será que a gente espera deste encontro? A julgar pelo que dizem os mitos, as lendas, as canções, os poemas e as notícias de jornal, queremos tudo. Nada menos do que a plenitude, nem uma migalha faltando para nos sentirmos completos, inteiros e justificados...

Continue Lendo

Imprimir Email

Maquiavel - Resumo "O Príncipe"

 

CAPÍTULO I

Todos os Estados já existentes ou foram monarquias ou repúblicas. Tais monarquias, ou são hereditárias ou são fundadas recentemente. As monarquias novas podem o ser de todo, ou podem ser uma junção das mesmas a um domínio hereditário de um príncipe, que anexa tal Estado ao seu recém-criado. A particularidade dos Estados anexados é que estavam habituados à determinado modo de governo, ou eram Estados livres.

 CAPÍTULO II

O seguinte capítulo discorre sobre a dificuldade em manter Estados hereditários habituados a outra família reinante, mas relata que dificuldade maior é proveniente das novas monarquias, e que pra evitar problemas nestas deve-se evitar transgredir os costumes tradicionais das mesmas e adaptar-se às circunstâncias que porventura surgirem;

Um soberano legítimo que não ofende seus governados e que não tem defeitos extraordinários que faça com que o povo lhe odeie, naturalmente é mais querido.

 

CAPÍTULO III

Os homens mudam de governantes esperando melhorias e muitas vezes pegam em armas contra os governantes, o que faz com que o mesmo cause injúrias aos seus súditos, fazendo assim, inimigos, e perdendo a amizade dos que o ajudaram na conquista do poder, pois suas expectativas não foram superadas. Nesse caso, o governante das monarquias mistas sempre precisará de apoio e favor dos habitantes de um território para poder dominá-lo, por mais poderoso que seja seu exército;

Continue Lendo

Imprimir Email

A Função do Mito

Um dos maiores conhecedores e estudiosos de religião e das mitologias das diversas culturas humanas de nossos tempos, Joseph Campbell, nova iorquino nascido em 1904, foi influenciado pelas obras de Carl Jung, Sigmund Freud, Thomas Mann, James Joyce, Wilhelm Stekel entre outros artistas e escritores e amigo de Jiddu Krishnamurti. Campebell estudou, pesquisou e durante toda a sua vida aprofundou-se em antropologia e história, sendo um dos autores que mais domina a mitologia de nossos tempos, do ancestral ao moderno.

Aqui, um pequeno diálogo retirado de seu livro “O poder do mito”, que aproxima a mitologia de nós, humanos.

CAMPBELL: Cada indivíduo deve encontrar um aspecto do mito que se relacione com sua própria vida. Os mitos têm basicamente quatro funções:

A primeira é a função mística – e é disso que venho falando, dando conta da maravilha que é o universo, da maravilha que é você, e vivenciando o espanto diante do mistério. Os mitos abrem o mundo para a dimensão do mistério, para a consciência do mistério que subjaz a todas as formas. Se isso lhe escapar, você não terá uma mitologia. Se o mistério se

Continue Lendo

Imprimir Email

Offers and bonuses by SkyBet at BettingY com