AMOR E TRANSFERÊNCIA NA PERSPECTIVA CLÍNICA FREUDIANA

O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas. Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele cataplasma e ponho sobre a ferida.
Adélia Prado
 
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
1 Coríntios 13:7.

                   Desde as epopeias mais antigas, o amor tem um fator de transformação das relações nas quais ele passa a protagonizar a história. Em Enuma Elish (XII a.C), observa-se vários elementos psicanalíticos que se apresentam na narrativa mítica, as relações edipianas que fazem brotar amor e ódio entre os deuses primórdios levando ao trágico fim de Tiamat. No texto bíblico escrito no final do primeiro século pela comunidade joanina, trás o anúncio de que “Deus amou o mundo de forma tão intensa que enviou seu próprio filho a fim de que todo que crer em sua mensagem terá a vida eterna” (João 3:16). A poetisa e filósofa brasileira Adélia Prata (2011, p. 83) também retrata o amor de Deus expresso na cruz, ferido por uma lança entre as costelas, e que se deixou ser humilhado a fim de se tornar cataplasma panaceico sob a ferida mortal da alma humana.

Freud,, AMOR E TRANSFERÊNCIA

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REAÇÕES TERAPÊUTICAS NO ESPAÇO PSICANALÍTICO

Ser ou não ser, eis a questão. Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar em armas contra o mar de angústias e combatendo-o, dar-lhe fim?

Shakespeare

Há tempo para tudo ...tempo de falar e tempo de ficar calado.

 Eclesiastes 3:7

                   Shakespeare no início do século XVII, declara nas palavras de Hamlet: “Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar em armas contra o mar de angústias e combatendo-a, dar-lhe fim?”. Três séculos depois, Freud propõe o método psicanalítico, a fim de exercer a nobre tarefa que busca combater o mar de angustias do psiquismo humano. Para tal, o médico austríaco parte em busca do conhecimento da alma humana, quer com isso, aliviar suas feridas, livra-la de suas angustias e habilita-la para o autoconhecimento.

REAÇÕES TERAPÊUTICAS, resistências

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PSICOTERAPIAS E PSICANÁLISE: CONTRASTES E APROXIMAÇÕES CONCEITUAIS

 Atualmente, quando se faz uma pesquisa pela palavra “psicanálise” no Google, há de se obter algo em torno de um milhão de referências, um dos fatores mais relevantes para tamanha relevância, está no rico histórico da psicanálise.

Freud,, PSICOTERAPIAS E PSICANÁLISE, Jung

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O UMBIGO DO SONHO: CONSIDERAÇÕES PSICANALÍTICAS E TEOLÓGICAS

“O sono desembaraça a seda enredada das preocupações, é o bálsamo que alivia as dores do trabalho e o principal alimentador do festim da vida”.

Shakespeare

                   Desde os tempos remotos a mitologia narra uma forte ligação entre os sonhos e a realidade existencial, seja Édipo de Sófocles ou José no Egito, ambos têm em comum o sentido da existência narrado em seus sonhos. Édipo, por sua vez, se percebe como aquele que nasceu para ser marcado pela tragédia, dada a realidade de que seu destino era matar o pai, casar-se com a mãe e viver o tormento da culpa.

Religião, Psicanálise

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